Cada dia que passa o futebol português afunda-se mais no lodo dos espertalhões, dos fanáticos, dos mercenários, dos anormais ou dos simplesmente pouco dotados de cérebro que vão atrás de qualquer cantiga que ouçam.
O BenficabyGb, no post anterior, exemplificou isso falando em 2 personagens em parte responsáveis pelo ambiente de latrina que se vive no futebol em Portugal. Mas não estão sozinhos.
Algo que sempre recusei, e continuarei a fazê-lo, é replicar as tácticas de Pinto da Costa e do seu FC Porto. Essas tácticas, tendo sido permitidas e pouco combatidas pelos adversários, contaminaram o futebol português e os adeptos de todos os outros clubes.
Muitos dos que hoje se afirmam adeptos do clube A ou B, assumem a postura de fanáticos que nada de errado vislumbram no seu clube mas são capazes de em qualquer momento apontar mil e um pecados aos adversários. Pois isso não é ser adepto, é ser fanático.
Daí que no Sport Lisboa e Benfica uma das coisas que sempre me orgulhei foi do espírito do Terceiro Anel, coisa que hoje, para grande alegria, verifico ainda estar bem presente entre a maioria silenciosa do Sport Lisboa e Benfica.
No entanto, o perigo do fanatismo é uma realidade presente em todos os clubes.
Foi esse mesmo fanatismo o responsável pelo ataque recente a Mário Centeno.
O ministro foi vítima de uma tentativa de "homicídio de carácter" por exercer a sua liberdade de ver o Sport Lisboa e Benfica, o seu clube.
Foram emails, foram posts, foram artigos de jornais em que tudo serviu para atacar alguém que a única coisa que tem de diferente é que é um governante em exercício e portanto tem que ter um tratamento diferenciado por motivos de segurança.
Foi preciso até meter a Justiça ao barulho para que este assunto fosse devidamente encerrado. Entretanto, no Parlamento Europeu os danos estavam feitos e não tivesse acontecido um esforço concertado das várias forças políticas portuguesas e de alguns outros deputados europeus, o recém-eleito presidente do Eurogrupo veria tudo colocado em causa.
Mário Centeno teve que se desdobrar em entrevistas a canais estrangeiros, a orgãos de comunicação social, a agências de informação, até mesmo tendo que criar pequenas sessões de esclarecimento informais para combater a intoxicação de que era alvo em Portugal.
E porquê? Porque uns canalhas mercenários resolveram usar o seu fanatismo ao serviço da mentira.
Outro caso ainda mais recente reporta a ontem com o jornalista Paulo Garcia.
Bastou ser fotografado num local público, cheio de gente, a trocar "2 dedos de conversa" com Pedro Bragança do "Universo Porto" (entre outras coisas) para ser acusado de fazer parte de uma conspiração contra o Sport Lisboa e Benfica.
Provavelmente os mesmos que o acusaram foram os mesmos que lhe deram vivas e louvaram o seu profissionalismo quando, e em directo, não aceitou ser enxovalhado e humilhado por Dias "Palito" Ferreira colocando nesse dia um ponto final à participação de fanático anti-benfiquista no Dia Seguinte.
Também no caso do jornalista Paulo Garcia, ontem tentaram condicionar alguém cujo comportamento tem sido inatacável. Alguém que, e este pormenor não é por acaso, modera e lidera há muitos anos o programa de desporto mais visto da televisão portuguesa.
Podemos todos até ter repugnância pelo papel e postura de Pedro Bragança, até achar (como eu) que o comentador do "Universo Porto" é um fanático perigoso em pele de cordeiro, mas daí a fazer um ataque cobarde ao jornalista Paulo Garcia por ser visto a conversar com ele num sítio público vai uma grande distância. A distância do bom senso e do respeito.
E porquê? Porque uns canalhas mercenários resolveram usar o seu fanatismo ao serviço da mentira.
No que ao NGB diz respeito, assumimos a primeira fila na defesa do Sport Lisboa e Benfica e no ataque aos batoteiros, aos fanáticos, aos mercenários e à escumalha que tentam impregnar o seu cheiro de esgoto em tudo o que toca. Atacamos e atacaremos quem não faz do futebol uma paixão mas sim uma guerra sem regras.
Vivemos um tempo em que os fanáticos e os mercenários estão em alta. Até ao dia em que aqueles que lhes dão a corda necessária vão sair de cena. E nesse dia...não terão para onde ir.
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