Se era preciso um jogo para refrear alguma euforia ou amenizar o “cheiro a título” ontem foi mesmo o momento certo.
Não há campeões antecipados num campeonato disputado como este, e o título 35 só aparecerá com uma dose grande de sofrimento, empenho e inteligência.
O jogo de ontem não correu bem porque, perante as lesões e castigos, Rui Vitória foi obrigado a baralhar e dar novamente. Não lhe correu bem a escolhas das cartas mas também provavelmente não poderia fazer muito diferente.
É nestes momentos que fica patente a forma deficiente como o plantel para esta temporada foi construído. Se Rui Vitória não olhasse com atenção para os miúdos da B, o que seria desta equipa? TiremRenato Sanches, tirem Lindelof e quem jogaria dando as mesmas garantias de qualidade?
Não se compreende também a insistência em Salvio. Não está em forma, continua com muitos problemas físicos e foi quase um elemento a menos em campo. Aliás, Salvio é neste momento um peso para as finanças do Benfica, pois não foi barato, passa mais de metade das temporadas lesionado, e é dos jogadores mais bem pagos do plantel. O Benfica não é a Santa Casa.
Notou-se muito a ausência de Mitroglou. O grego é essencial na manobra do ataque e dá algo que Jimenez não tem: poder de choque e finalização.
Nota-se a preocupação dos adversários em provocar Renato Sanches. O nosso puto terá que ter muito sangue frio para não se deixar cair nas armadilhas. Evitar entradas demasiado violentas para também não ficar à mercê da boa disposição dos árbitros.
Quanto a Jonas, teve nos pés a resolução do jogo e não falhou. Como raramente falha frente a adversários de suposta menos valia. Não retiro mérito ao brasileiro, mas continuo a ter a mesma opinião sobre ele. Preferia que estivesse sempre ao mesmo nível, não importa o adversário.
Por mais que o tentem colocar no mesmo nível de um Aimar, está muito longe desse grande astro do futebol.
A diferença no rendimento do brasileiro é…estar no Benfica. Como sempre, estar no nosso clube é que faz a diferença e não o contrário.
Já se perguntaram onde anda o Enzo Perez? OWitsel? O Rodrigo? O que aconteceu ao Simão Sabrosa quando saiu? São apenas alguns exemplos. Dentro do Benfica estavam em alta e eram objecto de grande interesse. Saíram do Benfica e desapareceram.
É graças ao Benfica que Jonas pode regressar à selecção brasileira. Mais uma vez, é o nosso clube que dá destaque e brilho aos seus jogadores.
Discordo da ideia de “gestão” por parte do companheiro de blogue Ricardo.
Passar a ideia de que nem tudo é para ganhar é formatar na cabeça dos jogadores que a ambição tem limites. Isso não é “ser Benfica”. Compreendo o que o Ricardo quer dizer, mas há algo fundamental:
É tão importante vencer este campeonato como o foi vencer os restantes 34 em que fomos campeões. Como era importante ter vencido todos os outros que perdemos.
Nunca ser Benfiquista foi vencer algo para os outros não vencerem!
Ganhar no Benfica sempre foi a bitola. Ganhar pelo clube, pela qualidade, ganhar por sermos mais competentes, melhores.
Entrar nesse raciocínio de que temos de vencer para o “clube tal” não ganhar é descer à pequenez dos outros.
Fazer o melhor em todos os jogos é o mínimo que se pede. No final cá estaremos para analisar os méritos e deméritos.
Nota final: a lavagem de roupa suja na TV continuou ontem com Inácio novamente. É uma vergonha que pessoas ligadas a Sporting e Benfica continuem impunemente a trazerem o futebol para o nível mais rasteiro possível.
Se de Bruno de Carvalho não se espera qualquer travão quer nele próprio quer nos seus colaboradores, já de Luis Filipe Vieira espera-se muito mais. Chega de conversa fiada sobre “silêncios” e “ruídos”. Discursos vazios escritos pelos próprios fomentadores desta guerra desde que Jorge Jesus assinou pelo Sporting.
Ponha um travão nas pessoas que dentro do Benfica alimentam esta guerra nojenta. Não sejam hipócritas!
(Não incluo neste grupo Rui Gomes da Silva, que não se metendo nestas guerrinhas mesquinhas, manifesta com coragem a sua opinião e não receia enfrentar seja quem for.)
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