O que fica desta eliminatória da Champions :

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O que fica desta eliminatória da Champions :


A eliminatória com o Bayern Munique marca sem dúvida esta temporada do Benfica.

Em primeiro lugar, porque assinala o regresso do Benfica às campanhas com nível na Liga dos Campeões, que é o lugar por direito do Sport Lisboa e Benfica.

Tacticamente, Rui Vitória sai claramente vencedor, não de nenhum duelo pessoal com Guardiola, mas no sentido de que demonstrou ter dedos para um Benfica com classe europeia. Como a história do nosso clube assim exige.

O treinador do Benfica conseguiu que a equipa se batesse ao mais alto nível e com armas de menor qualidade que o adversário. Já assim tinha sido com o Zenit e com o Atlético de Madrid.

Estar no estádio permite ver como Rui Vitória e Guardiola mexiam as peças consoante o momento do jogo e em como o Benfica conseguia fazer frente a um adversário que joga, literalmente, de olhos fechados.

Em segundo lugar, porque destacou mais uma vez a chave de Rui Vitória. O colectivo. O Benfica tem neste momento o colectivo mais afinado desde a época de 1993/94. Qualquer jogador que entre, não de um grupo de 14 ou 15 mas de todo o plantel, entra com a missão bem definida e entrosado com os restantes colegas.

O momento do jogo e que definiu a eliminatória, na minha opinião, foi quando Jimenez não consegue marcar o segundo golo. Foi uma oportunidade perdida que, a este nível, paga-se caro. E pouco depois o Bayern empata.

Ainda assim, só senti o Benfica fraquejar um pouco depois do segundo golo do Bayern. A força interior dos jogadores ressurgiu quando Talisca empata. Mas já era tarde para uma recuperação.

A nível individual:

Ederson – Um senhor na baliza. Atento a todos os momentos foi novamente determinante no resultado final.

Lindelof – O líder da nossa defesa. Jogo após jogo cimenta a sua posição. Fez mais uma grande exibição perante outro teste de fogo.

Jardel – Tem as suas limitações mas fez também um bom jogo e merece esse reconhecimento.

Eliseu – Outro jogador que é limitado e que não aprecio, mas que ontem de forma global fez também um bom jogo. Na pressão de um jogador alemão, tirou do bolso o passe para o primeiro golo.

André Almeida – Teve a missão mais complicada pois o Bayern insistiu muito pelo seu lado. Também fez uma boa exibição face aos desafios que se lhe depararam.

Fejsa – Quantas bolas não foi ele dobrar ou recuperar. Com condição física, é um jogador de topo.

Renato Sanches – As missões que Rui Vitória lhe incumbiu nestes jogos retiraram-lhe alguma exuberância e notoriedade na equipa. Ainda assim, a sua disponibilidade física e entrega não deixam que a sua qualidade fique ofuscada.

Salvio – Quando afirmei no passado recente que ele está completamente rebentado, muitos foram os que vieram logo acusar-me de estar a atacar o jogador sem bases. Pois está à vista de todos que Salvio não tem condições para estar em campo. Certamente que Rui Vitória pretendeu dar algum peso em termos de nome devido às ausências forçadas, mas o argentino foi uma nulidade.

Carcela – Outro jogador que fez uma fraca exibição. Falta capacidade de choque a Carcela e alguma qualidade extra para ser titular no Benfica.

Jimenez – Um dos melhores em campo, nem tanto pelo golo, mas pelos kms que correu, pela entrega e pela missão de grande sacrifício que cumpriu.

Pizzi – Quando toca a jogar com adversários complicados, nota-se logo que Pizzi não serve. O jogador dá tudo em campo? Dá sim senhor e merece que se reconheça isso. Mas é muito pouco inteligente em termos de jogo para ocupar uma posição no ataque do Benfica. Serve para o campeonato nacional? Sim. Mas as ambições do Benfica estão longe de ser nacionais.

Gonçalo Guedes e Talisca – Entraram muito bem em jogo. Quer um quer outro deixaram no ar que podiam ter feito melhor que os jogadores que substituíram. Grande livre de Talisca.

Jovic – Teve pouco tempo para mostrar serviço. Ainda assim fica na mente o seu remate defendido por Neuer.

Claro que não esquecemos que em Munique e ontem as arbitragens influenciaram não o resultado final directamente, mas o que poderia ter sido a história desta eliminatória. É algo que Portugal e os países mais pequenos têm que combater na UEFA pois qualquer dia há uma Champions feita só com clubes com mais audiência na Ásia e uma “segunda divisão” com os outros. Ridículo.

Ficar satisfeito com as exibições do Benfica nesta eliminatória é perceber que, com Rui Vitória, o Benfica voltou a ser respeitado como um adversário de valor. Voltou a ocupar o seu lugar por direito.

Daí que tanto equipa como equipa técnica, pelo trabalho que realizaram, mereceram por completo a nossa ovação e respeito.

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