Entrada em campo com a equipa do Benfica nervosa, perfeitamente compreensível tendo em conta os últimos resultados, com a equipa do Nacional a jogar em pressão alta, a pressionar o Benfica bem lá atrás, naquela que foi a fórmula adotada pelo Boavista quando conseguiu o 3-3 na Luz.
A verdade é que esse jogo na Luz contra o Boavista parece ter sido a descoberta da pólvora para muita gente, já que desde então todas as equipas que jogaram contra o Benfica adotaram essa estratégia da pressão bem alta, pressão essa contra a qual o Benfica tem exibido algumas dificuldades especialmente na saída da bola, perdendo-a muitas vezes infantilmente.
O Benfica chega hoje ao 1-0 quando exibia algumas dificuldades mais uma vez no mesmo capítulo, um golo que serenou a equipa e perturbou o adversário. Não mais o Nacional pressionou o Benfica na saída, e a partir daí o Benfica controlou o meio campo como quis, e a questão passou a ser por quantos golos iriamos vencer.
Sinais positivos? Claro que sim. As vitórias moralizam, trazem confiança e com ela todos os jogadores são capazes de se libertar e jogar mais um bocadinho.
Mas também não é hora de loas, porque as fragilidades que se notaram nos últimos jogos continuam lá, especialmente no meio campo e especialmente quando o Benfica é pressionado. Não duvido que todos os próximos adversários do Benfica vão adotar essa estratégia logo a partir do primeiro minuto, sabedores como são que é aí que podem conquistar a sorte!
Pizzi subiu uns furos exibicionalmente na segunda parte, Fesja foi mais uma vez excelente na cobertura mas, ofensivamente, não é o apoio que Pizzi precisa para pegar na batuta do meio campo sempre em inferioridade numérica com os adversários.
E a verdade é que o próprio Rui Vitória percebe essas dificuldades...
Para quem esteve atento ao jogo hoje há-de ter reparado que o Benfica jogou de forma algo diferente dos últimos jogos...
Fejsa deslocou-se variadíssimas vezes para o lugar de lateral direito na saída da bola, com Nélson Semedo a ir para o lugar de Sálvio, Sálvio esse que ia para o meio para o lugar de Fejsa e ao lado de Pizzi, ganhando com isso o Benfica mais capacidade de segurar a bola no meio...
Vezes sem conta se viu Luisão a dar no Fejsa na direita, Fejsa a passar para Semedo mais à frente que imediatamente coloca no centro em Sálvio ou em Pizzi, e o jogo constrói-se a partir destes dois, em vez de pelo Pizzi sozinho com o Fejsa lá atrás encostado aos centrais.
Felipe Augusto deu alguns bons sinais hoje e pode vir a ser um jogador importante. O facto de se ter estreado tão rapidamente parece indiciar que chega para somar e que Rui Vitória o quer integrar rapidamente...
Em suma, vitória importantíssima e vantagem reposta na liderança no campeonato, que era aquilo que era imprescindível conquistar hoje...
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