Benfica 2018/2019: Até ver, a música é a mesma do ano passado

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Benfica 2018/2019: Até ver, a música é a mesma do ano passado

Eu sei que a ilusão é que dá cor ao futebol, e essa, e para mais quando é o Benfica está sempre presente.

Mas a malta até já se esqueceu daquilo que foi a época passada, dos zero pontos da Liga dos Campeões, o 1 (UM!) golo marcado em seis jogos dessa competição, a equipa que não ganha um jogo a Porto ou Sporting, e que vai em Portugal lutando pelo título obviamente a jogar (e a ganhar) semanalmente aos Moreirenses cá do sítio.

Mas depois de mais um defeso em que o Benfica até investiu bom dinheiro, com mais um contentor de jogadores chegados à Luz com o objetivo de elevar a fasquia da competitividade da equipa, eis que o upgrade se limita à baliza, e na frente de ataque com um jogador caríssimo que dá a qualquer Benfiquista vontade de chorar por Mitroglou ou Cardozo.   

Os centrais são os mesmos, os laterais os mesmos são.

O miolo é o Fejsa e o Pizzi, o ano passado era o Pizzi e o Fejsa.   Os alas são o Cervi e o Salvio, tal como o ano passado, com Rafa e Zivkovic para as sobras... tal como o ano passado...

E o ataque vai ser... Jonas (assim as costas o deixem jogar), tal como o ano passado também.

Novidades: Gedson, muito bem e este sim um upgrade, mas um que também já cá estava.

Resumindo, até ver, é mais um defeso com muito dinheiro gasto e que não reforça praticamente em nada o nosso 11 titular, e que por isso só a tal ilusão dos adeptos permite sonhar com muito mais do que tivemos... o ano passado. Elementar!

Que o Benfica precisa de reforços, é evidente. E estou-me nas tintas se chegarem reforços nesta altura vai tirar moral no balneário ou tirar espaço a algumas “vacas sagradas”.

Não importa o quanto boa ou mediana é uma equipa, vai sempre haver afeição aos jogadores, e na retina haverá sempre uma exibição de gala de alguém contra um Tondela ou um Moreirense! Só que infelizmente não é isso que marca os grandes jogadores!

Mas essa é outra ilusão por vezes, que se comprova nos jogos a doer, nas exibições quase sempre medianas contra equipas ligeiramente mais fortes, e com a frequência assustadora como somos incapazes de derrotar na Luz equipas banalíssimas como um Sporting ou um Paok!

Essa é a ilusão por exemplo de quem ainda acha que o Pizzi é um jogador de excelência! Tão excelente que não tem lugar num grupo de 23 que disputa um mundial!

Outra ilusão, a de que Fejsa é um Monstro! Um monstro que também ninguém por essa Europa fora quer, nem um grupo de 23 jogadores que disputa um mundial pela Sérvia!

Para não ser injusto, que o Fejsa faz alguns jogos monstruosos? Ah isso faz, e admito que no Benfica, numa equipa sem grande organização ele até faz a diferença! Mas não é um jogador de equipa grande, ou pelo menos, um jogador de equipa grande para jogar todos os jogos, nomeadamente os 20 ou 22 que fazemos todos os anos contra equipas cem vezes pior que a nossa! O Man United do Ferguson também tinha um jogador extraordinário chamado Park que apenas jogava a titular nos jogos contra os grandes da Europa e de Inglaterra.

O Fejsa que não leva uma bola para a frente, o Fejsa que não faz um passe vertical, o Fejsa que se abstém de participar no jogo ofensivo da equipa e que obriga tantas vezes o Pizzi a jogar como 6 na hora da saída da bola e que depois faz faltar um homem lá à frente, onde tantas vezes se vê Ferreyra completamente só a jogar contra quatro ou cinco, ou um Gedson a fazer piscinas para compensar este jogador a menos que o Benfica tem quando tem a bola!   

Claro que depois surgem dois ou três contra ataques do adversário e lá aparece o Fejsa a marcar terreno e a matar a jogada, e os adeptos na bancada, que já não viam o Fejsa a tocar na bola há 10 minutos, levam as mãos à cabeça e dizem Granda Fejsa, fod*-se, eis um dos melhores trincos da Europa!   

Só não percebem esses adeptos que numa equipa grande, muitos dos problemas defensivos de uma equipa como o Benfica contra equipas como o Moreirense ou o Tondela, poderiam ser facilmente resolvidos pelo coletivo assim houvesse mais organização da equipa em vez de tanta dependência do único jogador capaz de compensar em campo a inércia tática que vem do banco!

O Fejsa, o tal que não tem substituto no Benfica nem para aquilo que ele faz tão bem, nem para aquilo que ele faz tão mal, quando o treinador deveria ter um outro tipo de jogador para colocar no seu lugar quando o resultado é desfavorável e é preciso colocar em campo um jogador com mais bola!   

E no fim os extremos de ontem: Rafa e Cervi... No Porto vê-se um Brahimi a jogar por dentro, no Sporting ainda ontem se viu Acuña a jogar por dentro, o ano passado tantas vezes Gelson fazia jogo interior, tal como há uns anos Gaitan o fazia no Benfica... Neste Benfica não, existem dois extremos de linha e cuja função no 11 é galgar metros em jogadas individuais, mas que depois, chegando à linha, em 10 cruzamentos pelo ar, 7 vão para fora, e é por isso que os vemos a tentar tantas vezes cruzamentos rasteiros para trás onde têm muito menos chance de atirar a bola para a bancada! Salvio, por muitos críticos que tenha, continua a ser de longe  o extremo mais capaz que o Benfica tem!  

Ó meus amigos, deixemo-nos lá de afeições aos jogadores que temos e vejamos a realidade: o Benfica precisa de vários jogadores mais capazes dos que os que já tem... Tal como precisa de um treinador melhor do que tem, e já agora, e a talhe de foice, de um departamento de prospeção de jogadores que passe a acertar em mais melancias, e que em vez de deitar tanto dinheiro para o lixo traga para o Benfica jogadores de verdadeira qualidade e utilidade!

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