Ver que dos anunciados 6000 táxis só apareceram cerca de 500 demonstrou que afinal há mais bom senso entre a maioria dos "fogareiros" do que seria de esperar.
As imagens que passaram nas tvs fizeram mais pelo esclarecimento nacional que 1000 discursos ou sessões de esclarecimento.
O "gangue dos taxistas", como lhes chamava ontem um jornalista, mostrou que o que está em causa é a defesa não de uma actividade mas sim do monopólio de meia dúzia de donos de táxis, em especial de quem controla a Antral.
A revista "Visão" publicou dois textos esclarecedores sobre o universo dos táxis e do senhor Florêncio Almeida.
O que se viu também foram grupos de agitadores profissionais que se encarregaram de inflamar todos à sua volta e que não correu pior ainda porque a polícia estava preparada para os desacatos.
Há muita propaganda enganosa sobre o tema "Táxis vs. Concorrência".
As "regras" iguais para táxis e plataformas não fazem qualquer sentido senão todos seriam...táxis.
O primeiro ponto fundamental é o do pagamento de impostos. Enquanto as plataformas emitem uma factura automática, os táxis...zero. Nem um programa reles de facturação são obrigados a ter. Ou seja, declaram o que querem. Basta conversar com alguns taxistas para perceber que se declaram metade às finanças será muito! Então porque raio todos nós pagamos impostos sobre os nossos rendimentos, qualquer pequeno negócio tem que ter um programa de facturação e os táxis não?!
Fora tudo o resto. A falta de educação, a sujidade, a forma como procuram enganar os clientes com percursos demasiado longos...enfim. Ainda ontem alguém contava que fez um percurso igual no Porto num táxi e num Cabify. A diferença foi que pagou mais de 16€ no táxi e pagou nem 10€ no Cabify.
É preciso regulamentar as plataformas? Sem dúvida! Mas ver os taxistas queixarem-se da concorrência é o mesmo que ver o Sócrates a queixar-se da justiça.
A noite acaba com a imagem ridícula do presidente da Antral e da Federação do Táxi, que passaram os dias a acicatar os taxistas, a quererem ir para o conforto da caminha e algumas dezenas de taxistas a mandá-los passear e não quererem arredar pé.
É mais fácil fazer discursos como "dono dos taxistas" em almoços no "Palácio" em Alcântara não é Florêncio?
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