
«A Entidade Reguladora para a Comunicação Social entendeu “reprovar veementemente” o Porto Canal por tornar públicas práticas inaceitáveis nas competições desportivas por parte do Benfica.
E como chegou a ERC a esta original e até criativa decisão, depois de uma queixa do Benfica? Simples, recusando que ao Porto Canal fosse concedido o direito de fazer prova, de ser ouvido, de argumentar, recuperando um estilo de decidir que se julgava erradicado do Portugal democrático.
Curiosamente, a decisão só não contou com o voto do conselheiro Mário Mesquita, que se absteve, ele que é o único que apresenta um currículo extenso e seguro como jornalista, o que não pode deixar de merecer registo.
As denúncias que a ERC entendeu agora “reprovar veementemente” deram início a uma revolução no desporto português, decorrendo atualmente diversas investigações por corrupção desportiva e não desportiva a elementos do Benfica, ou que estavam ao serviço do Benfica, estando inclusivamente um deles detido preventivamente.
O Porto Canal afirma veementemente que continuará nesta luta pela verdade desportiva no quadro do seu direito à informação. E, obviamente, irá impugnar judicialmente esta decisão indigna.
O Diretor Geral do Porto Canal
Julio Magalhães»
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O director do Porto Canal falar em indignidade é uma coisa no mínimo curiosa.
"Juca" Magalhães, que até convidado para ir a apresentações de livros ao Estádio da Luz já foi, é um expoente de um clube podre e cuja história é que é indigna e uma nódoa para o nosso futebol.
Lamento que o director do Porto Canal não se lembre de utilizar o termo indignidade quando:
- O campeonato nacional foi alargado 2 vezes no passado para evitar que o FCP descesse de divisão
- O FCP pagou à Agência Cosmos de livre vontade uma viagem ao árbitro Carlos Calheiros com o nome na factura de José Amorim, tendo depois alegado um erro
- O árbitro Jacinto Paixão fez confissão de ter recebido ofertas do FCP para manipular resultados de jogos a favor do FCP
- Tudo o que as Escutas do Apito Dourado revelaram e comprovaram
- Como jornalista não tenha repudiado o episódio entre Pinto da Costa e Tavares Teles
Júlio Magalhães revolta-se por as autoridades não lhe permitirem continuar a revelar conteúdos ROUBADOS. Indignidade? Só para os outros.
Lamento que o director do Porto Canal não se importe com outras indignidades que envolvem o seu FC Porto:
- Centro de Estágio do Olival utilizado pelo FCP quase à borla, tendo custado quase 20 milhões de euros aos contribuintes portugueses
- Utilização do Estádio Jorge Sampaio, em Pedroso, a troco de uma renda simbólica
- Utilização regular do Pavilhão Municipal da Lavandeira sem pagar quaisquer contrapartidas financeiras
- Complexo da Piscina de Campanhã com usufruto para o FCP, pagos pela CM Porto e pela CCDRN
Indignidade, caro Júlio Magalhães, é um canal como o Porto Canal não ter ainda apresentado lucros desde que o FCP lhe pegou. Só no último exercício(2016/2017), apresentou um prejuízo de 2,571 milhões de euros.
Mesmo apesar do financiamento descarado que entidades públicas do norte do país fazem ao canal, que nos últimos anos já recebeu mais de 2 milhões de euros em dinheiros públicos, Júlio Magalhães teve a lata de escrever o comunicado acima.
Indignidade é o ladrão querer apontar o dedo a alguém.
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