É mais fácil criticar...

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É mais fácil criticar...

Há uns dias que ando para escrever sobre como é falso e obtuso dizer que o Rui Vitória não ganha a grandes ou que é treinador de vitórias a pequenos apenas. Porém li este texto abaixo pelo José Marinho e achei que não valia a pena escrever o mesmo por outras palavras:

Após o empate do Benfica no Dragão, primeiro nas ondas da rádio e depois nas auto-estradas da informação, iniciou-se um processo de catarse clubística que juntou muitos adeptos dos clube rivais do Benfica. A propósito de uma coisa que se chamaria sorte e que estaria a bafejar a equipa de Rui Vitória. Como quase sempre acontece, faltam argumentos sólidos a esta teoria e sobretudo falta memória. 

Vamos a factos.

- Sendo verdade que nos últimos sete jogos entre o Benfica e os seus rivais, o clube das “águias” apenas venceu um, não é menos verdade que nos últimos dois, curiosamente disputados em Alvalade e Dragão o Benfica venceu um e empatou outro. Com a vitória conquistou o campeonato e com o empate manteve uma confortável diferença de cinco pontos na liga. 

- A última vez que o Ben fica perdeu um jogo frente a um seu rival, foi, por acaso, a ocasião em que esteve mais perto de golear. Há muitos anos que não me recordo de um jogo que tenha decorrido de uma forma tão desigual, entre rivais, no campeonato português. E, no entanto, o Benfica perdeu. Nessa altura, não vi grande ressentimento entre comentadores e especialistas. E sobretudo, posso estar enganado, não me recordo de nenhum texto mais ou menos assanhado sobre a injustiça do resultado e principalmente diminuindo a equipa que acabou por vencer um jogo em que, valha a verdade, devia ter sido goleada.

- Da penúltima vez que o Benfica perdeu frente a um rival, de novo em Alvalade, em noventa minutos de jogo, o seu adversário não conseguiu – mais uma vez – derrotar aquela que agora todos pretendem considerar a equipa que manifesta grandes dificuldades a defrontar os seus rivais. E terminou a ser derrotado num prolongamento ainda hoje célebre, devido à forma como Luisão partiu um braço, decerto intencionalmente, já que, de certeza, ninguém o abalroou.

- No antepenúltimo jogo que o Benfica perdeu frente a um rival – no Dragão – foi, por acaso, um dos jogos mais tranquilos e mais completos que me recordo ver o Benfica realizar nesse estádio, tendo ficado decidido a cinco minutos do fim, após uma pequena sucessão de erros individuais que permitiram ao FC Porto vencer. 

- São factos. Que desmentem a propaganda de que o Benfica é bom contra os pequenos e fraco contra os grandes. Aliás, a forma como o Benfica se comportou na Liga dos Campeões, na época passada, é suficiente para desmentir estas falsidades. Porque, o que verdadeiramente está em questão, não são tanto as vitórias do Benfica. É o seu efeito. É o Benfica ter ganho um campeonato que todos pensavam que estava perdido. É ter estabelecido um novo recorde de pontuação, é ter obtido o melhor ataque, é ter tido o melhor marcador. E, no ano seguinte, o Benfica, à décima jornada, dispor, de novo, do melhor ataque, da melhor defesa e de cinco pontos de vantagem sobre os adversários na luta pelo título. E como não conseguem atacar a pontuação, tentam atacar a reputação de uma equipa e de um treinador, que, desde há ano e meio, tem quebrado recordes, uns atrás dos outros.

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