O posicionamento dos árbitros nos últimos tempos tem sido curioso de observar.
De muito interventivos, com o incansável Fontelas Gomes a percorrer o país fazendo campanha pela seriedade dos árbitros, até ao quase desaparecimento da face da terra dos dias de hoje.
Isto porque o presidente da Liga de Clubes e ex-árbitro Pedro Proença tem fugido dos jornalistas como o Drácula foge da estaca.
Ontem, foi isso mesmo que os comentadores do "Dia Seguinte" trouxeram à discussão.
Não deixa de ser surpreendente que Pedro Proença, que andou em campanha meses a fio, que não perdia uma oportunidade para ser visto e opinar sobre o futuro do futebol, hoje seja o que mais evita aparecer.
Pedro Proença e os seus dois partners, Fontelas Gomes e Duarte Gomes, revelam uma certa falta de coragem para abordar o tema das prendas aos árbitros. De que temem falar estes senhores?
Será mesmo a questão dos jantares, roupões ou camisolas que está em causa, ou teremos aqui o início de um novo Apito Dourado?
Os visitantes do NGB já pensaram de que o Borda D'Água Azul de repente excluiu-se desta discussão? Sempre tão assertivos e opinativos e agora não se querem meter?
Os mais caladinhos sobre o tema não são nem Benfica nem Sporting. São outros. E esses é que realmente temem o que possa vir à tona com as investigações sobre as "prendas" aos árbitros.
Pedro Proença, pelo que foi e é, seria dos primeiros a pronunciar-se publicamente e a contribuir, como presidente da Liga de Clubes, para o esvaziamento da discussão. Como atual dirigente e ex-árbitro de topo, que apitou por esse mundo fora e por isso terá um bom acervo de prendas.
De que foge Pedro Proença? De que foge o FC Porto? De que foge o Sporting de Braga?
De que fogem os árbitros? E que real conhecimento tem a estrutura da FPF, começando pelo seu presidente?
Será que o computador de Vítor Pereira teria lá alguma referência ao tema? Será também por isso que ainda hoje não se conseguiu prender um homem de quem há imagens e sangue?
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